Entre os temas está o chamado aprimoramento recursivo, quando um sistema consegue melhorar de forma autônoma suas próprias capacidades. A IA será um dos principais temas de discussão na Assembleia Geral da ONU nesta semana. O debate ocorre depois de diversos líderes do setor, incluindo Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, defenderem uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia. E les alertam que sistemas cada vez mais avançados poderão, em algum momento, melhorar suas próprias capacidades e ficar mais difíceis de controlar. Agora no g1 Em uma postagem de blog publicada enquanto líderes mundiais se reuniam nas Nações Unidas, a OpenAI afirmou ser essencial criar um mecanismo que facilite o desenvolvimento de padrões nacionais e internacionais complementares para os sistemas mais avançados de IA. A empresa também defendeu o uso de medidas comuns para avaliar esses sistemas e de protocolos para comunicar incidentes, com o objetivo de melhorar a resposta conjunta entre países. “A liderança agora determinará se os Estados Unidos moldarão a estrutura global da IA ou se assistirão à formação de um sistema fragmentado, desigual e repleto de conflitos. Isso também determinará se a IA avançada fortalecerá as redes que os Estados Unidos e seus aliados já possuem; a falha em liderar pode enfraquecê-las”, escreveu a OpenAI em uma postagem de blog na segunda-feira. Diante das preocupações de que a IA possa prejudicar os humanos no futuro, a indústria tem discutido a possibilidade de desacelerar intencionalmente o desenvolvimento da tecnologia — ou “controlar o ritmo”. “Ajustar o ritmo do desenvolvimento da IA não significa manter uma velocidade predeterminada. Tecnicamente, trata-se de garantir que a pesquisa alinhada e a implementação dessa pesquisa estejam sempre à frente das capacidades”, afirmou a OpenAI. O alinhamento garante que a IA atue em consonância com os valores humanos. Conselho de Segurança da ONU vai discutir IA Altman deverá apresentar na quarta-feira um relatório aos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial e segurança internacional. A reunião foi convocada pela França, que preside o órgão em setembro, e será presidida pelo ministro francês para a Europa e Assuntos Exteriores, Jean-Noël Barrot. O Conselho de Segurança da ONU, órgão responsável por discutir questões relacionadas à paz e à segurança internacionais, reuniu-se pela primeira vez em 2023 para tratar dos riscos da inteligência artificial. Na ocasião, a China afirmou que a tecnologia não deveria se tornar um “descontrole”, enquanto os Estados Unidos alertaram contra seu uso para censurar ou reprimir pessoas. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro em Pequim em 14 de maio de 2026 — Foto: BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitou os apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA. A preocupação é que uma eventual pausa dê à China espaço para diminuir a diferença em uma tecnologia considerada fundamental para a segurança nacional e econômica dos Estados Unidos. Trump afirmou no início deste mês que os EUA já possuem mecanismos de salvaguarda para regulamentar o desenvolvimento da IA. Segundo ele, a China se beneficiaria das dúvidas que pairam sobre o desenvolvimento da tecnologia. Trump tem um encontro marcado com o presidente chinês Xi Jinping nesta semana, em Washington.
OpenAI pede que EUA liderem criação de padrões globais para inteligência artificial
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