Passagens aéreas sobem quase 20% em março, diz Anac

Passagens aéreas sobem quase 20% em março, diz Anac

🔎 O indicador utilizado pela agência é o valor médio pago por quilômetro voado (yield), que ficou em R$ 0,5549 no mês. Ele mede o preço efetivamente cobrado pelas companhias aéreas por distância percorrida e permite uma leitura mais precisa das tarifas no setor. A alta ocorre em meio à disparada do preço do petróleo, após a escalada do conflito no Oriente Médio. O barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 45% no período. Isso impacta derivados como o querosene de aviação (QAV), usado pelo setor aéreo. Apesar do aumento, a agência afirmou que a variação está dentro da margem típica do setor e ocorre “mesmo com o contexto atual de conflitos externos”. Segundo a Anac, a tarifa real média em março foi de R$ 707,16, alta de 17,8% em relação a março de 2025 e de 0,9% frente a março de 2024, já em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “A tarifa real média vem em processo de queda desde 2023”, afirmou a agência. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Preocupação do setor Segundo a entidade, a alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, fez com que o combustível passasse a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%. “A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, disse, em nota, a Abear. Aviação cresce em março A movimentação da aviação civil brasileira também cresceu no mês. Foram 10,6 milhões de passageiros transportados, somando voos domésticos e internacionais, no maior volume já registrado para o período. Do total, 8 milhões de passageiros viajaram em rotas domésticas e 2,6 milhões em voos internacionais. No comparativo anual, o número total de passageiros cresceu 3,1% em relação a março de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo mercado internacional, que teve alta de 8,9%, enquanto o segmento doméstico avançou 1,3%. Os dados fazem parte do relatório de demanda e oferta da Anac, atualizado com a série histórica até março de 2026. A agência também registrou crescimento na demanda e na oferta de voos. A demanda, medida pelo total de passageiros multiplicado pela distância percorrida, aumentou 7,8% no mercado doméstico. Já a oferta — calculada pelo número de assentos disponíveis em relação aos quilômetros voados — teve alta de 7,9%. Já no segmento internacional, a demanda subiu 3,3% e a oferta avançou 0,4%. No transporte de cargas, foram movimentadas 117,5 mil toneladas no total, uma leve queda de 0,3% na comparação anual.

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