Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que monitora os valores cobrados nos postos de combustíveis em todo o país. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (20). Com o avanço registrado na primeira quinzena de outubro, o preço médio do diesel comum acumula alta de 15,2% desde janeiro, quando o litro custava R$ 6,25. Apesar da alta recente, o valor ainda está abaixo do pico registrado em abril, quando a média mensal chegou a R$ 7,51. O diesel S-10, usado principalmente em veículos mais novos, também ficou mais caro. O preço médio subiu 5,07%, para R$ 7,46 por litro. Entre os demais combustíveis, o etanol registrou alta de 2,38% e teve preço médio de R$ 4,31 por litro. Já a gasolina ficou praticamente estável, com leve aumento de 0,15%, e foi vendida a R$ 6,73 por litro. 🔎 A alta do diesel preocupa porque o combustível é amplamente usado no transporte de mercadorias, na agricultura e na indústria. Quando fica mais caro, pode elevar os custos de produção e distribuição, com reflexos nos preços pagos pelos consumidores. Agora no g1 Por que o diesel está mais caro? Um dos principais fatores da alta é a dependência do Brasil em relação ao diesel importado. Embora produza petróleo, o país não consegue fabricar, em suas refinarias, todo o diesel necessário para atender ao consumo interno. Por isso, parte do combustível precisa ser importada. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as importações representaram 23,14% das vendas de diesel A no Brasil em agosto. Isso significa que as oscilações dos preços internacionais e dos custos de transporte podem afetar diretamente os preços cobrados nos postos brasileiros. O subsídio foi criado em maio deste ano para reduzir parte dos custos do combustível e evitar que toda a alta seja repassada aos consumidores. Segundo o Ministério da Fazenda, a manutenção da subvenção em outubro se deve à “persistente volatilidade dos preços internacionais do petróleo”. Onde o diesel ficou mais caro? A região Sul registrou os maiores aumentos do diesel na primeira quinzena de outubro. O diesel comum subiu 11,70%, para R$ 6,97 por litro. Já o S-10 teve alta de 7,50%, com preço médio de R$ 7,17. Apesar dos reajustes, Sul e Sudeste continuaram com os menores preços médios regionais do diesel comum, de R$ 6,97 por litro. No Centro-Oeste, o diesel comum avançou 6,97%, para R$ 7,21 por litro. O S-10 subiu 7,02%, para R$ 7,62, a maior média regional dessa modalidade. Já o Norte registrou os combustíveis mais caros do país, considerando as médias regionais: Diesel comum: R$ 7,75 por litro;Diesel S-10: R$ 7,80 por litro;Etanol: R$ 5,19 por litro;Gasolina: R$ 7,25 por litro. Entre os estados, Roraima registrou o diesel comum mais caro, a R$ 8,19 por litro, enquanto Minas Gerais teve o menor preço médio, de R$ 6,91. O Paraná registrou a maior alta do diesel comum, de 12,66%, para R$ 6,94 por litro. Já o Acre teve a maior queda, de 1,60%, embora o combustível ainda custasse, em média, R$ 8 por litro. No caso do diesel S-10, o maior preço foi registrado no Acre, a R$ 8,30 por litro, e o menor no Rio Grande do Sul, a R$ 6,95. Entre os demais combustíveis, o etanol teve o maior preço médio em Sergipe (R$ 5,54) e o menor em São Paulo (R$ 4,03). Já a gasolina variou de R$ 7,64, em Roraima, a R$ 6,28, no Rio Grande do Sul. Mato Grosso liderou as altas do etanol (3,96%), enquanto Pernambuco registrou o maior aumento da gasolina (2,46%). O Rio Grande do Norte teve as maiores quedas entre os dois combustíveis, de 5,07% e 3,02%, respectivamente.