Preço do petróleo cai 9% após reabertura do Estreito de Ormuz

Preço do petróleo cai 9% após reabertura do Estreito de Ormuz

Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente pela passagem no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). O preço do petróleo tipo Brent (referência internacional) recuou 9%, cotado a US$ 90,38 o barril. Mais cedo, chegou a alcançar US$ 86,09, batendo o menor valor desde 10 de março deste ano, quando estava a US$ 87,80. Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, fechou em queda de 11,45%, a US$ 83,85. Mesmo com a queda vista nesta sexta-feira, no entanto, os preços do petróleo continuavam elevados em relação aos observados no início do ano. Veja abaixo: Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 A reabertura do Estreito é um dos pontos críticos da guerra e é o primeiro grande aceno do Irã em direção a um acordo pelo fim do conflito. A volta do trânsito pelo canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes — o que explica o reflexo direto nos preços da commodity nesta sexta-feira. “De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura. Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na mesma região — já no Golfo de Omã, após a saída do estreito — seguirá em vigor. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!”, disse na Truth Social, destacando que o país concordou em “nunca mais voltar a fechar” o canal. Cessar-fogo entre Israel e Líbano O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação. Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia. Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo. A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região. O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto. Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos. A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.

Postagens relacionadas

Irã diz ter retomado controle de Ormuz sob supervisão rígida

Pobres não podem pagar por irresponsabilidade das guerras, diz Lula

Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo