A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes, com uma fortuna estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão). Herdeira da WEG, ela superou o alemão Johannes von Baumbach por uma diferença de sete semanas de idade. Discreta e distante dos holofotes, Amelie pertence à terceira geração de uma das famílias fundadoras da multinacional brasileira. Sua fortuna está diretamente relacionada às ações da companhia, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira. Amelie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa nasceu em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), criada por Werner, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. As iniciais dos sobrenomes dos três deram origem ao nome WEG. Embora não exerça função executiva na companhia, Amelie integra o grupo de acionistas controladores por meio das empresas familiares que possuem participação na WEG. De acordo com os registros societários mais recentes, ela possui diretamente 5.282.602 ações ordinárias, equivalentes a 0,126% do capital da empresa. Também detém 33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., participação dividida igualmente com os irmãos Felipe e Pedro, e outros 33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda. Considerando as participações diretas e indiretas, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, correspondentes a cerca de 2,54% da companhia. Ela também integra o grupo de acionistas ligado à WPA Participações e Serviços S.A., que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Família entre os mais jovensA WEG ganhou o apelido de “fábrica de bilionários” devido à sucessão mantida entre as famílias fundadoras. Cinco dos seis brasileiros mais jovens da lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt. Entre eles estão Dora Voigt de Assis, de 28 anos, com US$ 1,4 bilhão; Felipe e Pedro Voigt Trejes, ambos de 23 anos, com US$ 1,1 bilhão cada; Lívia Voigt de Assis, de 21 anos, com US$ 1,4 bilhão; e Amelie, também de 21 anos, com US$ 1,1 bilhão. Criada inicialmente para fabricar motores elétricos, a WEG ampliou seu portfólio e hoje produz geradores, transformadores, turbinas, painéis, sistemas de automação, equipamentos de energia, carregadores para veículos elétricos, tintas e componentes elétricos. Segundo a empresa, são mais de 1,5 mil linhas de produtos. A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil pessoas e possui unidades nos cinco continentes. A valorização das ações e a estrutura acionária familiar contribuíram para a formação das fortunas dos herdeiros. Leia Também: Flávio Bolsonaro promete conceder anistia ao pai. Julgamento foi “farsa”
