O BNDES vai aderir ao plano com R$ 9,1 bilhões, ante R$ 5 bilhões previstos inicialmente. O plano, em sua terceira edição, também terá uma linha específica para minerais críticos. A previsão é que, em 15 dias, as empresas já poderão protocolar pedidos de empréstimo no BNDES ou nas instituições financeiras parceiras do programa. Capital de giro;Capital de giro para exportação;Aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação de atividade produtiva;Investimentos para ampliação de capacidade produtiva ou o adensamento de cadeia de produção;Inovação tecnológica ou adaptação de produtos. Agora no g1 “O Plano Brasil Soberano se mostrou fundamental para ampliar o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um momento de maior instabilidade no comércio internacional”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Essa nova etapa fortalece setores importantes da indústria, como fertilizantes e minerais críticos, fundamentais para o novo caminho de desenvolvimento do país”, adicionou Mercadante. O programa prevê R$ 8,8 bilhões para exportadores atingidos pelo aumento de tarifas de importação dos EUA. Outros R$ 6,8 bilhões serão destinados aos exportadores e seus fornecedores que exportam para países do Golfo Pérsico, região impactada pela guerra entre EUA e Irã. E dos R$ 7 bilhões restantes, os principais destinos são R$ 4 bilhões para empresas de adubos e fertilizantes e R$ 2 bilhões para companhias que atuam na cadeia de minerais críticos e estratégicos. Segundo o BNDES, os encargos financeiros variam conforme o tipo e a finalidade do financiamento. Para minimizar os efeitos da nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo criou um conjunto de medidas que inclui linhas de crédito, garantias para exportadores, benefícios tributários e ações para ampliar a abertura de novos mercados. No dia 22 de julho, foi anunciada a liberação de mais R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas. Dentro do Plano Brasil Soberano, este já é o terceiro anúncio e recebe o nome de Brasil Soberano 3. Lula assina Brasil Soberano III — Foto: Reprodução Mesmo com uma ampla lista de exceções, o governo calcula que cerca de 2,4 mil empresas brasileiras foram afetadas pelo tarifaço. Elas representam aproximadamente 18% das exportações do Brasil para os EUA e movimentaram, juntas, US$ 7,4 bilhões (R$ 37,5 bilhões) em vendas ao mercado americano em 2024. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 74% delas já exportam para outros países, o que pode facilitar o redirecionamento das vendas para novos mercados. Entre os setores mais afetados estão: Madeira;Máquinas e equipamentos elétricos;Móveis;Produtos cerâmicos;Calçados eAçúcar. Principal pacote de apoio A principal iniciativa é o Plano Brasil Soberano, programa criado pelo governo para apoiar empresas afetadas pelas tarifas americanas. A medida prevê linhas de financiamento, ampliação das garantias para exportadores e ações de promoção comercial para ajudar empresas brasileiras a encontrar novos mercados. O auxílio foi estruturado em três etapas. A primeira foi lançada em agosto de 2025, quando o governo criou o programa e autorizou o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para apoiar empresas afetadas pelo primeiro tarifaço dos Estados Unidos. A segunda etapa começou em março deste ano, com a abertura de uma nova rodada de financiamentos. O programa tinha um limite de R$ 21 bilhões em crédito até então. *Com Reuters e Isabela Ortiz, g1
BNDES aumenta participação no Plano Brasil Soberano, que chega a R$ 22,6 bilhões
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