A votação da MP que acaba com o imposto de compras internacionais de até US$ 50 seria votado na manhã desta terça-feira (1º). Contudo, o presidente da comissão, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), adiou a análise para a parte da tarde para que discutam os últimos detalhes do texto. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), e Reginaldo devem ter uma reunião com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula antes da votação. “A gente tem que ser pragmático. Tenho que ter muita responsabilidade. Então não é que eu vejo com bons olhos ou não [o pedido dos Correios], estamos vendo o que pode avançar ou não”, disse Leila. “A estrutura do texto [do governo] será mantida, mas teremos ajustes para apaziguar o cenário e os diversos interesses”. Agora no g1 A medida pedida pelos Correios faria com que a empresa tivesse a exclusividade para a logística das compras internacionais de até US$ 50, do processo de liberação aduaneira até a entrega no domicílio dos compradores. Até 2024, antes do Programa Remessa Conforme, a estatal tinha uma espécie de monopólio para esse tipo de transação. Com a implementação do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então. E isso teve impacto econômico para a empresa brasileira (entenda mais abaixo). 🔎O Remessa Conforme é um programa da Receita Federal que reúne empresas de comércio eletrônico internacional. Pelo sistema, as plataformas informam os dados da compra antecipadamente ao Fisco, o que permite a cobrança e a fiscalização dos tributos sobre as encomendas. Compras internacionais. — Foto: Thaisa Figueiredo/g1 Impacto No primeiro semestre de 2026, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. Com isso, a empresa completa o 16º trimestre seguido apresentando déficit nas contas. “Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, disse em entrevista à TV Globo.
