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‘Caminho do precipício’, diz autor de pedido de impeachment de Dilma ao criticar Flávio

por Estadao Conteudo
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Em carta publicada nas redes sociais, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Junior critica a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e manifesta apoio à reeleição de Lula. Advogado afirma que uma vitória do senador poderia representar riscos à democracia e à soberania nacional © Reuters Em carta publicada no Instagram, o advogado Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça do governo de Fernando Henrique Cardoso e um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), argumenta contra a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. “O caminho do precipício”, declara. Na publicação, Miguel Reale Junior afirma que Flávio pretende “anistiar os golpistas de 8 de janeiro, a começar por seu chefe, o pai”. Ele diz ainda que a escolha por Flávio Bolsonaro representa uma validação do ataque ocorrido no dia 8 de janeiro e da tentativa de anulação, pela força, da eleição de 2022, que considera legítima. “Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia”, conclui. Para o advogado, o voto em Flávio é também deixar escapar a soberania nacional, tendo em vista a grande aproximação do candidato com o governo dos Estados Unidos, sobretudo em questões relacionadas à segurança pública. “Segundo propósito consiste em admitir a interferência norte-americana contra o Brasil, como já se viu no caso das tarifas. Corre-se o risco de prevalecer a justificativa de atuação militar estadunidense contra grupos do crime organizado, já qualificados como terroristas, com anuência de Flávio. Comando Vermelho (CV) ou o Primeiro Comando da Capital (PCC) em nada se assemelham a grupo terrorista, que age motivado não por objetivo econômico, mas por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, e pretendendo provocar terror social”, escreve. Miguel Reale Junior teme também pela corrosão democrática e pela violação de direitos diante das posições de parlamentares da direita radical, eleitos no pleito de domingo, 4 de outubro, e que dividiram o palanque com Flávio Bolsonaro. Segundo ele, esses políticos se posicionam contra minorias, cotas e feminismo, por exemplo. “Assim como um Congresso Nacional pontilhado de direitistas extremados, aderentes a teses radicais, será uma temeridade um presidente adepto ou suscetível a dar seu apoio a proposições desta facção política”, conclui. Por fim, o advogado defende o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma opção em prol da manutenção da democracia e de um Estado não violento, mesmo considerando que a sociedade esteja cansada do discurso petista. “Uma coisa é segura: com os governos petistas não se instala a apologia ou a tentativa do golpe militar, se preserva nossa independência e não se promove um estado policialesco. Nada justifica que, ao se pretender mudar o rumo, tome-se o caminho do precipício. Dentro de quinze dias resolve-se o destino do Brasil e desejo ardentemente que não vivamos sob o signo da violência”, finaliza. Veja quantos projetos Flávio Bolsonaro aprovou em 7 anos no Senado Candidato à Presidência apresentou ou assinou centenas de proposições desde que assumiu o mandato, em 2019. Apenas dois projetos de sua autoria principal foram aprovados pelo Senado, mas nenhum virou lei. Segurança pública esteve entre as principais áreas de atuação do parlamentar Notícias ao Minuto | 04:40 – 08/10/2026 Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.

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