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Exportação de carne bovina dispara 524% para os EUA, mas Brasil país têm pior resultado desde 2023

por Redação
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O avanço, porém, não foi suficiente para reverter a queda das vendas brasileiras ao mercado americano no acumulado do ano, em um período marcado pelas sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros. De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para os Estados Unidos somaram US$ 27,5 bilhões, uma queda de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor representa uma redução de US$ 1,9 bilhão e é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2023, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham). Em setembro, entretanto, houve recuperação. As exportações brasileiras para os americanos alcançaram US$ 3,5 bilhões, alta de 31,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade de produtos vendidos, de 3,1%, quanto pela elevação de 28% no preço médio das mercadorias exportadas. 🔎 O salto da carne bovina ocorreu em meio às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O item está entre as exceções às tarifas adicionais impostas pelo presidente americano, assim como café solúvel, mel orgânico e pescados, como a tilápia. Carne bovina dispara, enquanto outros produtos recuam O desempenho positivo da carne também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, as vendas de carne bovina ao mercado americano cresceram 82,9%, alcançando US$ 1,72 bilhão. O resultado contrasta com o de outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira. No mesmo período, as vendas de petróleo bruto aos Estados Unidos caíram 35,8%, enquanto as de café não torrado recuaram 20%. As exportações de produtos semiacabados de ferro, que ainda precisam passar por outras etapas de fabricação antes de se tornarem produtos finais, diminuíram 4,3%. Exportações brasileiras perdem força nos principais setores A queda das vendas aos Estados Unidos também aparece nos três grandes setores da economia: Agropecuária;Indústria extrativa; e Indústria de transformação, que reúne produtos industrializados. Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 17,8% na agropecuária, 32% na indústria extrativa e 1,2% na indústria de transformação. O desempenho foi diferente nos demais mercados internacionais. Excluídos os Estados Unidos, as exportações brasileiras cresceram 8,9% na agropecuária, 21,2% na indústria extrativa e 6,3% na indústria de transformação. Apesar da retração, os produtos industrializados continuaram concentrando a maior parte das vendas brasileiras aos americanos, com 84,4% do total exportado entre janeiro e setembro. A queda de 1,2% nas exportações desse setor foi a primeira para o período desde 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19. Mesmo assim, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino dos produtos industrializados brasileiros, à frente da União Europeia, da China e do Mercosul. Produtos sobretaxados acumulam perdas no ano As exportações de produtos brasileiros sujeitos a tarifas adicionais dos Estados Unidos também apresentaram recuperação em setembro, mas continuam em queda no acumulado de 2026. No mês, as vendas desses produtos cresceram 28,1% em valor, para US$ 1,46 bilhão. Entre os itens submetidos às tarifas mais elevadas, de 25% a 37,5%, a alta foi de 27,8%, para US$ 466,5 milhões. De janeiro a setembro, porém, as exportações desse último grupo recuaram 25,4%, o equivalente a US$ 1,4 bilhão a menos em vendas. Entre os dez produtos mais exportados aos Estados Unidos sujeitos a tarifas adicionais de 25% ou 37,5%, nove registraram queda no acumulado do ano. As maiores retrações citadas incluem: Madeira de coníferas, com recuo de 50,6%; Granitos trabalhados, com queda de 34,1%; e Sebo bovino, com diminuição de 33,4%. Importações dos Estados Unidos crescem pelo terceiro mês seguido Na direção oposta à das exportações, as importações brasileiras de produtos americanos voltaram a crescer em setembro. As compras somaram US$ 4,43 bilhões, alta de 2,1% em relação ao mesmo mês de 2025. Foi o terceiro mês consecutivo de crescimento, após sete meses de queda. O avanço foi puxado principalmente pelos combustíveis, cujas importações aumentaram 108,5% em setembro. Entre janeiro e setembro, as compras brasileiras dessa categoria totalizaram US$ 6,86 bilhões, alta de 68,5% na comparação anual. Apesar da recuperação mensal, as importações totais de produtos americanos caíram 7,1% no acumulado do ano, para US$ 31,8 bilhões. Com as importações superiores às exportações, o Brasil acumulou déficit comercial de US$ 4,3 bilhões com os Estados Unidos nos nove primeiros meses do ano. O resultado negativo, que indica que o país comprou mais do que vendeu ao mercado americano, foi 10,8% menor do que o registrado no mesmo período de 2025. Imagem ilustrativa de carne bovina. — Foto: To Uyen/Unplash

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