SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A influenciadora de moda Débora Rocha usou as redes sociais, com quase 150 mil seguidores, para contar que levou uma mordida de um cachorro em Orlando, nos Estados Unidos, e que a conta do hospital para onde foi tomar vacinas ficou R$ 83 mil. Ela estava hospedada numa casa, e seus vizinhos tinham quatro cães, dentre eles um poodle marrom. No dia em que iria embora, o animal correu até ela e mordeu seu braço. Desesperada, ela bateu na porta dos donos do animal para perguntar se ele havia sido. “Ele simplesmente me deu uma mordida. Eu tirei o meu braço e fez um buraco, arrancou um pedaço da minha pele”, comentou. Mesmo com sinal positivo, ela resolveu ligar para algumas clínicas para obter a primeira dose da vacina antirrábica a tempo de seguir seu destino. Mas foi informada que a tal dose só seria aplicada na emergência de um hospital. Chegando ao local para tomar o imunizante, a influenciadora conta que conseguiu as duas primeiras doses, mas que o valor ficou em US$ 17 mil, o equivalente a R$ 83 mil pela cotação atual. “Eu fiquei muito triste pensando nas pessoas que não têm plano de saúde lá”, disse. Felizmente, ela havia feito um seguro-viagem que arca com os custos de eventuais problema de saúde dos turistas. Assim, não precisou pagar a fatura. Já no Brasil, ela disse que tomará as duas últimas doses por aqui, de graça, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O vídeo viralizou e já foi assistido mais de 70 mil vezes. O fato volta os holofotes para o custo elevado da saúde em solo americano. Segundo pesquisa conduzida pela West Health e Gallup, de abril de 2025, 11% de americanos disseram que não puderam pagar por medicamentos e cuidados nos últimos três meses, o nível mais alto nos quatro anos em que a pesquisa foi realizada. Mais de um terço dos entrevistados, o que representa cerca de 91 milhões de adultos, disseram que, se precisassem de cuidados médicos, não conseguiriam pagar por eles. A pesquisa também mostrou disparidades crescentes para adultos negros e hispânicos e para aqueles que ganham menos. Um quarto daqueles com uma renda familiar anual inferior a U$ 24 mil disseram que não puderam pagar ou ter acesso a cuidados médicos nos últimos três meses. Adultos brancos e pessoas que ganham altos salários disseram não ter experimentado mudanças reais em sua capacidade de pagar. Leia Também: O que é e como se transmite o hantavírus, responsável por três mortes em cruzeiro no Atlântico
