Orientações ajudam famílias a diferenciar mudanças comuns de comportamentos que merecem acompanhamento. Marcas no corpo, isolamento e mudanças no comportamento digital estão entre os sinais que podem ser observados © iStock SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nem sempre uma criança ou adolescente consegue dizer diretamente que está sofrendo. Mudanças persistentes no comportamento, no humor, na rotina, nas relações e até na forma de usar a internet podem indicar que algo não vai bem. Falas de desesperança, autodesvalorização, despedida ou referências à morte e à autolesão também merecem atenção. As orientações abaixo foram adaptadas de materiais do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, incluindo a cartilha voltada a pais e educadores sobre prevenção do suicídio na internet. O conteúdo reúne sinais de alerta, orientações sobre como agir e caminhos para buscar ajuda. Instituto Vita Aler SINAIS DE ALERTA – Tristeza persistente ou mudanças bruscas de humor.- Isolamento da família e dos amigos.- Perda de interesse por atividades de que gostava.- Irritabilidade, agressividade ou explosões de raiva.- Queda no rendimento escolar.- Cansaço excessivo ou mudanças importantes na rotina.- Falas de desvalorização, desesperança ou despedida.- Comentários como “queria sumir”, “sou um problema” ou “ninguém vai sentir minha falta”.- Desapego repentino de objetos importantes.- Tentativas de esconder marcas ou ferimentos no corpo.- Um sinal isolado não permite concluir que existe risco de suicídio. Mudanças persistentes, intensas ou combinadas merecem atenção. SINAIS NO AMBIENTE DIGITAL – Postagens, imagens ou mensagens sobre morte, autolesão ou desesperança.- Busca frequente por conteúdos relacionados a suicídio ou métodos de autolesão.- Participação em grupos que incentivam autolesão ou comportamentos suicidas.- Participação em desafios perigosos na internet.- Aumento brusco do uso da internet, especialmente durante a madrugada.- Isolamento repentino ou mudanças na forma de interagir online.- Nervosismo excessivo quando fica longe do celular ou de outros dispositivos. O QUE FAZER – Abra espaço para uma conversa em um momento tranquilo.- Pergunte diretamente como a criança ou o adolescente está.- Diante de uma preocupação, pergunte se ele tem pensado em se machucar ou em morrer.- Escute sem julgamento e demonstre que o sofrimento está sendo levado a sério.- Evite minimizar a situação com frases como “isso é coisa da idade” ou “você está exagerando”.- Procure ajuda profissional quando houver sinais persistentes de sofrimento.- Se houver relato de pensamentos ou planos de suicídio, não prometa guardar segredo.- Mantenha a criança ou o adolescente acompanhado diante de uma situação de risco.- Restrinja o acesso a medicamentos, produtos tóxicos e outros meios que possam ser usados para provocar ferimentos.- Em uma situação de risco imediato, procure atendimento de emergência. O QUE EVITAR – Não tratar o sofrimento como “frescura” ou tentativa de chamar atenção.- Não debochar nem desafiar a criança ou o adolescente.- Não reagir com gritos, ameaças, raiva ou punição.- Não pressionar o jovem a explicar o que sente imediatamente.- Não prometer sigilo diante de um relato de pensamentos ou planos de suicídio.- Não retirar completamente o acesso à internet como única resposta a um problema relacionado ao ambiente digital.- Não ignorar mudanças importantes de comportamento. ONDE BUSCAR AJUDA – CVV (Centro de Valorização da Vida): telefone 188, gratuito e disponível 24 horas. Também oferece atendimento online: cvv.org.br- SUS: procure uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para orientação e encaminhamento.- CAPS (Centros de Atenção Psicossocial): serviços de saúde mental da rede pública. Para crianças e adolescentes, existem os CAPSi (Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), conforme a organização da rede local.- Pronto-socorro ou unidade de emergência: procure atendimento em situações de crise ou diante de risco imediato de suicídio ou autolesão grave.- Samu: telefone 192, para urgências e emergências médicas.- Corpo de Bombeiros: telefone 193, em situações de emergência que exijam resgate ou atendimento imediato.- Polícia Militar: telefone 190, em situações de emergência com risco imediato.- Disque 100: canal para denúncias de violações de direitos humanos, incluindo situações de violência contra crianças e adolescentes.- SaferNet: oferece orientação sobre violência, violações de direitos e situações relacionadas à segurança no ambiente digital.- Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio: Oferece grupos de apoio aos enlutados e a familiares de pessoas com ideação suicida, cartilhas informativas sobre prevenção e posvenção e cursos para profissionais. vitaalere.com.br- Abrases (Associação Brasileira dos Sobrevivente Enlutados por Suicídio) Disponibiliza materiais informativos, como cartilhas e ebooks, e indica grupos de apoio em todas as regiões do país. abrases.org.br Leia Também: Sementes de abóbora ou girassol: qual é melhor para quem quer emagrecer? 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Saiba reconhecer sinais de alerta para suicídio em crianças e adolescentes
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