A medida é a principal e mais recente estratégia de pressão de Trump para tentar negociar o fim da guerra com o Irã. Ao divulgar os dados, o Departamento de Defesa dos EUA busca mostrar o impacto dessa ação enquanto as negociações de paz seguem sem um acordo definitivo. (leia mais abaixo) A ação da Marinha dos EUA foi adotada após o Irã restringir o tráfego no Estreito de Ormuz. Na prática, a passagem nunca foi totalmente interrompida: navios ligados a Teerã continuaram a cruzar a região, enquanto outras embarcações enfrentaram limitações. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 A estratégia do presidente norte-americano de bloquear a passagem de navios ligados a Teerã segue a lógica de pressão econômica adotada em outros contextos, como no caso da Venezuela neste ano. Segundo o portal Axios, a chave da campanha de pressão dos EUA é forçar o Irã a atingir sua capacidade máxima de armazenamento, o que levaria ao fechamento de poços de petróleo. “Eles provavelmente estão a várias semanas — ou talvez até um mês — de esgotar a capacidade de armazenamento”, disse Gregory Brew, analista da Eurasia Group, ao Axios. Ao impedir ou dificultar a circulação de petroleiros, os EUA atingem uma das principais fontes de receita do Irã, já que o petróleo responde por cerca de 10% a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A escalada das tensões e as incertezas em torno do Estreito de Ormuz impulsionaram o preço do petróleo, que já acumula alta de mais de 50% desde o início da guerra entre EUA e Irã. Na tarde desta sexta-feira (1º), o barril do tipo Brent, referência global, era cotado a US$ 109,12. Bloqueio ao Estreito de Ormuz — Foto: Editoria de Arte/g1 Trump se diz ‘insatisfeito’ “Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito com isso, então veremos o que acontece”, disse. “Tivemos uma conversa com o Irã. Vamos ver o que acontece, mas eu diria que não estou satisfeito. Eles precisam apresentar o acordo certo. Neste momento, não estou satisfeito com o que estão oferecendo”, acrescentou. Trump também afirmou a repórteres que não está preocupado com a situação dos estoques de mísseis dos EUA, em meio a relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos durante o conflito com o Irã. Na noite de quinta-feira (30), o Irã entregou sua proposta mais recente de negociação a mediadores no Paquistão, segundo informou a agência estatal iraniana IRNA. O frágil cessar-fogo de três semanas entre os EUA e o Irã parece ainda estar sendo mantido, embora ambos os países tenham trocado acusações de violações. Manobra no Congresso Na prática, a medida tenta contornar o prazo legal que terminou na quinta-feira para que o Congresso autorizasse a continuidade da guerra. Nos EUA, o presidente pode iniciar ações militares sozinho, mas precisa do aval do Congresso em até 60 dias para manter o conflito. Como o Congresso não votou o tema, o governo passou a afirmar que a regra não se aplica porque o conflito teria terminado com um cessar-fogo iniciado no começo de abril. “As hostilidades que começaram em 28 de fevereiro de 2026 foram encerradas”, escreveu Trump ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e ao presidente pro tempore do Senado, Chuck Grassley. Ainda na carta, o próprio presidente indicou que a crise está longe do fim. Ele justificou a permanência de militares no Oriente Médio ao afirmar que o Irã ainda representa uma “ameaça significativa” aos EUA e às Forças Armadas. * Com informações da Associated Press
Governo Trump estima que bloqueio no Golfo de Omã já custa US$ 4,8 bilhões ao Irã, diz site
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