Projeto de autoria de Kenin do G10 recebeu 16 votos favoráveis nas duas discussões. Na primeira votação, sete vereadores não registraram voto; na segunda, quatro não votaram e três estavam ausentes, incluindo o próprio autor da proposta.
→ A Câmara Municipal de Betim aprovou, em duas discussões, o Projeto de Lei nº 231/2026, de autoria do vereador Kenin do G10, que institui a Política Municipal de Zeladoria Inteligente e Participação Cidadã.
A proposta pretende modernizar a gestão dos serviços de manutenção urbana, incentivando a utilização de ferramentas digitais para facilitar o registro de problemas pela população e melhorar o acompanhamento das solicitações encaminhadas à Prefeitura.
Entre os serviços contemplados estão tapa-buracos, limpeza urbana, capina, roçada, poda de árvores, manutenção da iluminação pública, conservação de ruas, praças e parques, além da drenagem e limpeza de bocas de lobo.
O texto também prevê o incentivo à utilização de plataformas digitais que poderão permitir o envio de fotografias, identificação da localização das ocorrências, emissão de protocolos eletrônicos e acompanhamento do andamento das solicitações.
Entretanto, embora a proposta tenha sido aprovada nas duas discussões, a análise do projeto revela questões importantes sobre sua futura implantação, custos e resultados práticos para a população.
Primeira discussão: sete vereadores não registraram voto
Na 36ª Reunião Ordinária, realizada em 20 de outubro de 2026, o Projeto de Lei nº 231/2026 foi submetido à primeira discussão, com votação individual por painel eletrônico.
Conforme o relatório oficial da Câmara, a votação registrou:
- 16 votos favoráveis;
- Nenhum voto contrário;
- Nenhuma abstenção formal;
- Sete vereadores que não votaram;
- Nenhum vereador classificado como ausente.
A votação ocorreu por volta das 10h22 e resultou na aprovação da matéria em primeira discussão.
Vereadores que votaram SIM:
Adélio Carlos, Alexandre da Paz, Ângela Maria, Baé da Comunidade, Carlin Amigão, Dudu Braga, Gilberto Vianópolis, Gregório Silva, Ivanildo Petrovale, Kenin do G10, Marquinho Rodrigues, Paulo Tekim, Professor Alexandre Xeréu, Rony Martins, Toninho da Farmácia e Zequinha Romão.
Vereadores que NÃO VOTARAM:
Claudinho, Klebinho Rezende, Layon Silva, Léo Contador, Ricardo Lana, Roberto da Quadra e Tiago Santana.
Segundo o relatório oficial, não houve registro de vereadores ausentes nessa primeira votação.
O número de parlamentares que não registraram voto merece esclarecimento, principalmente porque todos os 23 vereadores constam no relatório e nenhum foi classificado como ausente.
É importante destacar que a classificação “não votou” não equivale a voto contrário ou abstenção formal. O documento registra a situação, mas não informa o motivo pelo qual cada parlamentar deixou de votar.
Segunda discussão: aprovação com quatro vereadores sem voto e três ausentes
Uma semana depois, em 27 de outubro de 2026, durante a 37ª Reunião Ordinária, o projeto retornou ao plenário para segunda discussão.
A votação ocorreu por volta das 10h43, novamente por meio de painel eletrônico, e confirmou a aprovação da proposta.
O relatório oficial apresentou o seguinte resultado:
- 16 votos favoráveis;
- Nenhum voto contrário;
- Nenhuma abstenção formal;
- Quatro vereadores que não votaram;
- Três vereadores ausentes.
Vereadores que votaram SIM:
Alexandre da Paz, Ângela Maria, Baé da Comunidade, Carlin Amigão, Dudu Braga, Gilberto Vianópolis, Ivanildo Petrovale, Klebinho Rezende, Layon Silva, Marquinho Rodrigues, Professor Alexandre Xeréu, Ricardo Lana, Roberto da Quadra, Tiago Santana, Toninho da Farmácia e Zequinha Romão.
Vereadores que NÃO VOTARAM:
Claudinho, Gregório Silva, Paulo Tekim e Rony Martins.
Vereadores registrados como AUSENTES:
Adélio Carlos, Kenin do G10 e Léo Contador.
Um dos fatos que chamam a atenção é que Kenin do G10, autor do projeto, aparece oficialmente como ausente na votação em segunda discussão, embora tenha registrado voto favorável na primeira.
O relatório não esclarece o motivo da ausência do parlamentar. Por isso, a informação merece ser apresentada ao próprio vereador, garantindo a oportunidade de explicar as circunstâncias.
O que mudou entre as duas votações?
A comparação dos documentos mostra que o projeto manteve os mesmos 16 votos favoráveis nas duas discussões, mas houve mudanças na participação dos parlamentares.
Klebinho Rezende, Layon Silva, Ricardo Lana, Roberto da Quadra e Tiago Santana, que não haviam registrado voto na primeira discussão, votaram favoravelmente na segunda.
Já Gregório Silva, Paulo Tekim e Rony Martins, que haviam votado favoravelmente na primeira discussão, aparecem como não votantes na segunda.
Claudinho não registrou voto em nenhuma das duas discussões.
Léo Contador não votou na primeira discussão e foi registrado como ausente na segunda.
O próprio autor, Kenin do G10, votou favoravelmente na primeira discussão, mas consta como ausente na segunda votação.
Adélio Carlos votou favoravelmente na primeira discussão e foi registrado como ausente na segunda.
Essas informações permitem que a população acompanhe a participação individual dos vereadores, sem confundir ausência, falta de registro de voto e manifestação contrária à proposta.
Quais são os benefícios previstos no projeto?
A Política Municipal de Zeladoria Inteligente busca ampliar os canais de comunicação entre os moradores e a administração pública.
Caso seja implementada, poderá facilitar o registro de problemas urbanos, organizar solicitações, permitir o acompanhamento de demandas e contribuir para a definição de prioridades na manutenção da cidade.
Outro objetivo é utilizar os dados coletados para identificar problemas recorrentes, melhorar o planejamento dos serviços e ampliar a transparência das informações relacionadas ao atendimento à população.
O projeto também permite o aproveitamento de sistemas eletrônicos já existentes, evitando a necessidade de desenvolver obrigatoriamente uma nova plataforma.
Lei não estabelece prazos obrigatórios nem garante implantação
Apesar dos objetivos apresentados, a análise do PL 231/2026 identifica limitações que precisam ser esclarecidas.
O texto não obriga o Poder Executivo a implantar uma plataforma digital, não estabelece prazo para a implementação da política e não fixa tempo máximo para atendimento das solicitações.
A execução das medidas dependerá da conveniência administrativa, das prioridades estabelecidas pela Prefeitura e da disponibilidade orçamentária e financeira do município.
Na justificativa, o autor destaca que a proposta não cria órgãos, cargos, funções ou despesas obrigatórias, procurando respeitar a autonomia administrativa do Executivo.
Embora essa formulação procure observar os limites da atuação parlamentar, ela também significa que a aprovação da proposta não garante, por si só, melhorias imediatas nos serviços de manutenção urbana.
O projeto não apresenta estimativa de custos para eventual implantação e manutenção da tecnologia, nem detalha mecanismos específicos de atendimento aos moradores sem acesso à internet.
Aprovação na Câmara não significa execução imediata
Com a aprovação em segunda discussão, o projeto concluiu as duas etapas de votação documentadas nos relatórios analisados.
Entretanto, a aprovação legislativa não deve ser confundida com a efetiva implantação da política pública.
A execução dependerá dos encaminhamentos legislativos e administrativos cabíveis e das decisões posteriores do Poder Executivo.
Para a população, a questão principal é compreender se a proposta resultará em melhorias concretas na conservação de ruas, iluminação, limpeza urbana e demais serviços municipais.
Também é importante saber como a Prefeitura pretende organizar o atendimento, quais recursos poderão ser utilizados e de que maneira os moradores terão acesso às informações sobre suas solicitações.
Perguntas ao vereador Kenin do G10 – (DC)
Diante da aprovação do projeto e dos resultados oficiais das votações, a TV Betim e o Jornal de Minas apresentam os seguintes questionamentos ao autor da proposta:
1. Ausência na segunda votação: Vereador, o senhor votou favoravelmente ao seu projeto na primeira discussão, mas consta como ausente durante a segunda votação, realizada em 27 de outubro. Qual foi o motivo da sua ausência?
2. Vereadores que não votaram: Na primeira discussão, sete vereadores não registraram voto. Na segunda, foram quatro. O senhor conversou com esses parlamentares para compreender os motivos da não participação nas votações?
3. Implantação da política: O projeto não obriga a Prefeitura a implantar a política de zeladoria inteligente nem estabelece prazo para isso. Como garantir que a proposta não fique apenas no papel?
4. Diferencial do projeto: Considerando os canais de atendimento já existentes no município, o que essa nova política poderá oferecer de diferente à população de Betim?
5. Custos para o município: Existe algum levantamento técnico ou financeiro sobre os investimentos necessários para implantar e manter a política? O senhor discutiu essa questão com o Poder Executivo?
6. Prazo para resolver os problemas: O cidadão que registrar um buraco na rua, uma lâmpada apagada ou uma boca de lobo entupida terá alguma garantia de resposta ou prazo para solução?
7. Inclusão digital: Como serão atendidos os idosos e moradores que não possuem smartphones, acesso à internet ou facilidade para utilizar plataformas digitais?
8. Transparência e fiscalização: Como a Câmara Municipal e a população poderão acompanhar a quantidade de solicitações registradas, atendidas e pendentes?
9. Critérios de prioridade: Como evitar que bairros com maior acesso à tecnologia recebam mais atenção do que comunidades com dificuldades para utilizar os canais digitais?
10. Próximos passos: Após a aprovação em segunda discussão, quais medidas o senhor pretende adotar para acompanhar a regulamentação e a eventual implantação dessa política?
Transparência sobre a atuação parlamentar
Os resultados das votações demonstram que o PL 231/2026 recebeu 16 votos favoráveis em cada discussão, sem votos contrários ou abstenções formais.
Ao mesmo tempo, os documentos registram vereadores que não votaram e ausências na segunda discussão, situações que merecem ser conhecidas e compreendidas pela população.
A divulgação desses dados contribui para a transparência do processo legislativo e permite que os cidadãos acompanhem a atuação de seus representantes.
A questão central agora é saber se a política de zeladoria inteligente produzirá resultados efetivos na manutenção urbana de Betim e quais medidas serão adotadas para transformar as diretrizes aprovadas em serviços concretos para a população.
“A TV Betim e o Jornal de Minas continuarão acompanhando os desdobramentos dos projetos e buscando esclarecimentos junto ao Legislativo e do Executivo municipal melhores esclarecimentos que possam sanar as e duvida que a população faz sobre alguns atos legislativos e executivos. Fica espaço aberto para posicionamento dos orgãos públicos competentes.”
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Fontes: relatórios oficiais de votação individual da Câmara Municipal de Betim, referentes ao PL 231/2026, nas reuniões de 20 e 27 de outubro de 2026.
