Conteúdo publicitárioConteúdo publicitárioConteúdo publicitário
Início » Filipe Bragança vai de Sidney Magal a Amyr Klink no cinema: ‘Não quero me encaixar em estereótipos’

Filipe Bragança vai de Sidney Magal a Amyr Klink no cinema: ‘Não quero me encaixar em estereótipos’

por Folhapress
0 comentário 16 visualizações

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Depois de interpretar Sidney Magal no cinema, Filipe Bragança encara agora Amyr Klink em “100 Dias”, filme dirigido por Carlos Saldanha que acompanha a travessia do navegador pelo Atlântico Sul a bordo de um barco a remo. A trama chega aos cinemas no dia 29 de outubro. Se, no trabalho anterior, o ator precisou encontrar o exagero e a presença de palco do cantor, desta vez o desafio foi construir um personagem cercado pelo silêncio. A diferença entre os papéis, aliás, foi justamente o que o levou a se interessar logo de cara pelo projeto. Para ele, uma carreira com satisfação pessoal passa muito pela ideia de interpretar personagens pouco similares e de personalidades tão distintas, como aconteceu nesses dois trabalhos. “Quero poder interpretar personagens radicalmente diferentes”, diz. “Não quero, enquanto ator, me encaixar em nenhum estereótipo. Minha vontade é contar histórias completamente diferentes entre si, explorando vários universos”, afirma. Em “100 Dias”, o ator passa boa parte da história praticamente sozinho. O filme parte do livro “Cem Dias Entre Céu e Mar”, escrito por Amyr Klink, e acompanha a jornada do navegador enquanto também mergulha nos conflitos pessoais que o levaram à travessia. Para construir o personagem, Bragança foi além do livro. Ele pesquisou entrevistas, fotografias e outros registros de Amyr, além de conversar diretamente com o navegador. O contato serviu para observar detalhes que não estavam necessariamente descritos na obra, como a maneira de falar, gesticular e reagir ao que acontecia ao redor. “Eu não estou fazendo uma imitação do Amyr. Embora eu me aproveite do comportamento dele, da maneira dele de falar, da maneira dele de se expressar, me aproveito de muitos desses detalhes de comportamento para compor o personagem, mas, no fim das contas, é a minha interpretação”, explica. O livro, segundo o ator, foi um dos principais pontos de partida. A escrita do navegador permitiu que ele conhecesse não apenas os acontecimentos da viagem, mas também medos, ambições e a rotina de quem passou meses praticamente sem contato com outras pessoas. “Foi fundamental ter acesso à escrita do Amyr, onde eu pude entender ainda mais sobre quem ele era. Quais eram suas ambições, seus sonhos, suas inspirações, seus medos? Quais eram as reflexões que ele fazia ao longo da viagem?”, diz. A preparação também foi física. Bragança precisou, claro, aprender a remar e perdeu cerca de 10 kg para se aproximar da aparência do navegador. Como o personagem passa grande parte do longa dentro do barco, a atividade acabou se tornando parte essencial da atuação. “Estou remando por quase 90% do filme”, conta. O resultado da transformação chamou a atenção do próprio Amyr Klink. O navegador diz que ficou surpreso não apenas com a qualidade da produção, mas também com a maneira como Bragança conseguiu se aproximar dele para o filme. “Eu fiquei muito surpreso, orgulhoso como brasileiro, porque a qualidade da produção eu achei espetacular. O resultado que eles alcançaram foi, assim, um orgulho pro Brasil”, afirma. Klink conta que, antes de assistir ao longa, chegou a desconfiar da escolha do ator. A associação de Bragança com seu trabalho anterior como Sidney Magal não parecia, inicialmente, uma combinação óbvia para interpretar o navegador. “Fiquei muito impressionado com a competência dramática dele, porque minha mulher falou: ‘O cara que vai fazer o seu papel fez o papel do Sidney Magal’. […] Eu falei: ‘Não tem chance de dar certo esse filme’… E aí ela me obrigou: ‘Senta e assiste’. A doação do Felipe é impressionante. E aí eu falei: ‘Não, esse negócio vai dar certo'”, relata. Nas cenas em terra, o ator contracena com nomes como Felipe Camargo, Filipine, João Vitor e Marta. Para Bragança, os dois momentos exigiram trabalhos distintos: enquanto a travessia exigia principalmente resistência física, as cenas familiares pediam uma investigação emocional sobre quem era Amyr antes de se tornar o navegador conhecido pelo público. Para o diretor Carlos Saldanha, era justamente essa dimensão que poderia fazer uma história sobre um homem remando sozinho por 100 dias funcionar no cinema. “O que me dava muito orgulho de ver essa história não só era um feito de um brasileiro, mas um feito planejado, uma história realmente de superação, de busca de respostas”, afirma. Saldanha, conhecido por trabalhos de animação, como “Rio” e “A Era do Gelo”, viu no projeto a oportunidade de realizar um longa de ação ao vivo no Brasil. O desafio, porém, era transformar uma experiência marcada por repetição, isolamento e silêncio em uma narrativa capaz de manter o espectador interessado. “Logo de cara, a gente fica pensando: ‘Nossa, é só um cara remando no oceano’. Mas, na verdade, a história tinha muitas camadas”, diz o diretor. Saldanha também brinca que a travessia cinematográfica acabou sendo muito mais longa que a de Amyr. A diferença é que, no caso do filme, foram necessários anos de espera até que todas as condições para a produção fossem reunidas. “O projeto enfrentou alguns problemas financeiros para conseguir captar dinheiro para desenvolvimento, conseguir escrever roteiro, roteirista, aquela coisa toda. Então ele foi caminhando de forma muito devagar. Veio a pandemia, houve dificuldades ali, mas eu nunca tirei o projeto da cabeça”, conta. Para Bragança, o longo intervalo também modificou sua relação com o personagem. Depois de rever materiais do filme e retornar às reflexões sobre a história, o ator diz ter compreendido de outra maneira o motivo pelo qual Amyr decidiu enfrentar o oceano. “Talvez para que a gente possa se perceber no mundo como ele é, talvez a gente precise desafiar esse mundo. Para que a gente possa se sentir inteiro, para que a gente possa se reconhecer, talvez a gente precise olhar o mundo com intensidade para que a gente possa se olhar com intensidade”, afirma. Gabriely Miranda rebate críticas ao nome do filho com Endrick Grávida do primeiro filho com Endrick, Gabriely Miranda reagiu aos comentários sobre o nome escolhido para o bebê, Kendrick. A influenciadora ironizou as críticas nas redes sociais e afirmou que, apesar das opiniões, ninguém se dispõe a ajudar financeiramente o casal Notícias ao Minuto | 08:00 – 28/09/2026

você pode gostar

Visitantes: 1.000.090