A Comissão Europeia publicou um relatório oficial, nesta segunda-feira (28), em que considera satisfatória a qualidade do sistema brasileiro de produção das cadeias de carne de aves e mel. Segundo o Ministério da Agricultura do Brasil, o documento concluiu que “o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia”. O relatório, no entanto, ainda não significa que o Brasil poderá voltar a exportar os dois produtos ao bloco, mas representa mais um passo no processo de reinclusão na lista de fornecedores dos países membros. O Ministério da Agricultura solicitou a inclusão do relatório na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff) da Comissão Europeia, responsável pela decisão final, que vai acontecer nos dias 20 e 21 de outubro de 2026. Agora no g1 A missão europeia realizou visitas a estabelecimentos produtivos brasileiros de carne de aves e produtos avícolas, mel e produtos apícolas, e órgãos oficiais entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro. Nas visitas, foi verificado a proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento e aumento de rendimento. O Ministério da Agricultura informou que aguarda o cumprimento por parte da União Europeia das etapas administrativas necessárias para a conclusão do processo. Embargo ao Brasil A decisão pode ser revertida, a depender das negociações entre a UE e o governo brasileiro. O anúncio da exclusão do Brasil da lista de fornecedores foi feita em maio. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne brasileira, mas pela avaliação da União Europeia de que o controle feito pelo Brasil sobre o uso dessas substâncias é insuficiente. As carnes bovina e de frango são os produtos mais afetados, pois estão entre os itens de origem animal mais exportados pelo Brasil para a UE. Ainda assim, representam uma parcela pequena do valor total exportado pelo país. Número de vacas leiteiras cai em 13 anos, mas Brasil bate recorde na produção
